13.03.2019 -
1. A escolha do carregador
"Quando a gente fala do wrap (modelo abaixo), a questão é que, quando a pessoa não está familiarizada no mundo do baby wearing, ela acha que precisa ser um tecido de malha ou qualquer outro elástico, com flexibilidade. Esses panos funcionam bem para carregar bebes pequenos, mas para os mais pesados, eles já começam a ceder um pouco, podendo gerar desconforto para a mãe e para o bebê, além de áreas de tensões desnecessárias, perdendo, assim, a ergonomia. É sempre recomendado pesquisar, se informar e não ter medo dos tecidos rígidos, achando que vai ser difícil de manusear, de ajustar, mas na verdade é só uma questão de hábito: eles podem ser muito mais confortáveis que os tecidos que esticam, que têm elastano na composição.
2. Pensar que os carregadores tipo mochila só são bons se forem de uma determinada marca
Isso é um erro, porque nós temos produtoras de alta qualidade trabalhando com mochilas aqui no Brasil. Estas são, inclusive, adequadas para o clima do Brasil. Elas têm tecido mais respiráveis, que trocam melhor o calor com o ambiente, e acabam sendo mais confortáveis. Isso sem contar que é um produto nacional, ou seja, mais em conta. Muitas vezes, as mochilhas importadas constam como ergonômicas, mas não são, de fato. A maioria delas, inclusive, tem o painel menor que as marcas brasileiras. Por isso, elas duram menos, porque o bebê cresce e a mochila perde a ergonomia.
3. Carregar o bebê com macacões de pézinhos costurados
É um erro porque pode pressionar a pontinha dos dedinhos do bebê, sobrecarregando as articulações e acionando o que os pediatras chamam de 'reflexo de marcha', que é quando, ao encostar o pé do bebê em uma superfície, ele começa a fazer o movimento de marcha. Estando no carregador, isso faria com que ele saísse da posição adequada, podendo até o bebe escorregar. No momento em que posicionamos o bebê no carregador - seja ele de qual modelo for -, a tendência é a calça subir um pouco. Se o bebê estiver com uma roupa de pezinho fechado, ela vai pressionar - diferente da roupinha aberta, que sobe até a altura da canela do bebê. Para resolver o problema nos dias frios, recomendo uma meia mais comprida ou polaina para esquentar a região.