Grandes eventos desafiam o controle de surtos, mantenha a vacinação em dia!
Publicado em 22/05/2014 às 12:30 | Categorias: Saúde, Em Consulta, Por idade, Até 28 dias, 0 a 2 anos, 2 a 5 anos, 5 a 10 anos, Acima de 10 anos, Gestante, Fique por dentro, Home
22.05.2014 - De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o sarampo é uma das principais causas de morte na infância: estima-se que 122.000 crianças tenham morrido devido ao sarampo somente no ano de 2012. A situação já foi bem pior. Graças aos esforços globais para o aumento da cobertura vacinal, houve uma redução de 77% nas mortes por sarampo entre os anos de 2000 e 2012.
Ainda assim, o sarampo é uma doença grave, estimando-se que uma em cada 20 crianças acometidas desenvolvam pneumonia, uma em cada 1.000 desenvolvam encefalite e que uma a duas em cada 1.000 morram em decorrência da doença.
Desde 2013, surtos de sarampo voltaram a ocorrer no Brasil, envolvendo expressiva quantidade de casos e com duração sem precedentes. Como nos últimos anos a doença estava erradicada, muitos médicos formados nunca viram uma criança com sarampo.
Uma explicação parece estar na qualidade da cobertura vacinal, que não é homogênea, criando bolsões de populações suscetíveis em decorrência de problemas estruturais do sistema de saúde.
Informações do Ministério da Saúde indicam que a homogeneidade da cobertura vacinal com a vacina Tríplice Viral em crianças com 12 meses de idade nos anos de 2010 e 2011 está abaixo dos 70% estabelecidos como meta. Adicionalmente, no período de 2001 a 2011, estima-se que apenas 71% das crianças entre 1 e 11 anos tenha recebido uma segunda dose da vacina Tríplice Viral.
No Brasil, apesar de a cobertura vacinal contra o sarampo vir se mantendo acima dos 95% preconizados, grandes surtos voltaram a ocorrer desde o ano passado. Apenas nos primeiros três meses de 2014 foram confirmados 129 casos de sarampo no Brasil, sendo 125 no Ceará e quatro em Pernambuco.O desafio do controle do sarampo está nos bolsões de indivíduos não imunizados e no constante risco de importação de casos pelos viajantes provenientes de áreas em que a doença persiste de forma endêmica.
Uma explicação parece estar na qualidade da cobertura vacinal, que não é homogênea, criando bolsões de populações suscetíveis em decorrência de problemas estruturais do sistema de saúde.
Informações do Ministério da Saúde indicam que a homogeneidade da cobertura vacinal com a vacina Tríplice Viral em crianças com 12 meses de idade nos anos de 2010 e 2011 está abaixo dos 70% estabelecidos como meta. Adicionalmente, no período de 2001 a 2011, estima-se que apenas 71% das crianças entre 1 e 11 anos tenha recebido uma segunda dose da vacina Tríplice Viral.