Personalidade pode aumentar risco de ocorrência. Veja como evitar!
Publicado em 19/05/2020 às 17:30 | Categorias: Sem categoria, Saúde, Pronto Socorro, Por idade, 0 a 2 anos, 2 a 5 anos, 5 a 10 anos, Acima de 10 anos, Home
21.01.2019 - A colocação de corpos estranhos nas narinas representa 15% da procura de serviços de pronto atendimento em otorrinolaringologia infantil. O dado foi publicado em um artigo veiculado na Revista Brasileira de Otorrinolaringologia.
Ainda segundo o texto, feijão, milho, arroz e peças pequenas de brinquedos são os ítens mais comuns - aproximadamente 25% dos casos.
A médica otorrinolaringologista e chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Dra. Jeanne Oiticica, conta que a faixa etária de maior ocorrência é de um a três anos de idade.
Veja abaixo as recomendações da otorrinolaringologista sobre o que fazer se a criança colocar algo dentro do nariz.
1) Como identificar se a criança está com alguma coisa no nariz?
Rinorreia (secreção catarral que drena, em geral, apenas por uma das narinas, a não ser que tenha ocorrido a introdução em ambas as narinas o que não é habitual) unilateral e mal cheiro nasal são os principais sintomas. O predomínio é no sexo masculino, 54%.
2) O que os pais devem fazer? Tentar tirar em casa mesmo?
Nunca. A tentativa de retirada de corpo estranho fora de ambiente especializado poderá deslocar o mesmo para locais mais profundos da via aérea, com risco direto sobre a capacidade de respirar. Em casos de deslocamentos pode ser necessária a remoção do corpo estranho em centro cirúrgico.
3) Quais os riscos desses objetos/alimentos dentro do nariz? Pode ocorrer sufocamento?
Sim, uma das possíveis complicações é o sufocamento, em especial quando a retirada do corpo estranho é tentada fora de unidade de pronto atendimento especializada. A taxa de internação é de cerca de 4% e a taxa de óbito pode chegar a 0,7%.
4) Quais dicas que a sra. pode passar aos pais para tentar prevenir o incidente?
A maioria desses acidentes ocorrem em domicílio pelo grande número de objetos e de situações de risco. Entretanto, em apenas 5% dos casos o menor encontra-se desacompanhado, ou seja, a simples presença do adulto pode não ser suficiente, em especial se o mesmo estiver ocupado ou atento a outra atividade.
Para prevenção, a dica é modificar o ambiente domiciliar, o posicionamento dos objetos presentes no lar, para que o que for potencialmente perigoso fique longe do alcance das crianças, e redobrar a atenção aos menores.