Após 11 meses a procura de um doador de Medúla Osséa, a pequena Duda está vencendo a Aplasia Medular.
Publicado em 20/09/2013 às 15:42 | Categorias: Saúde, Em Consulta, Fique por dentro, Home
Um pouco da História
Há 11 meses atrás a família da Duda descobriu que ela estava com Aplasia Medular, uma doença rara provocada pela incapacidade do órgão em produzir células sanguíneas (Saiba mais),desde então a mãe, o pai, a irmã e diversos amigos e conhecidos entraram em uma campanha única, a busca pelo doador de medula óssea. Eles foram para televisão, outdoor, rádios, fizeram panfletagem, passeatas (o Grupo Mães Amigas também abraçou a causa, veja aqui) e tudo o que que era viável para alertar a população da importância em fazer parte do banco de doadores...pois só assim, até então, a pequena Duda teria chance de combater essa doença. [laranja]Transplante de Medula Óssea (TMO)
O TMO tem sido cada vez mais utilizado para pacientes portadores de anemia aplástica que têm um doador compatível. Este poderá ser realizado com a medula doada por um parente, geralmente irmão ou irmã. No entanto, as chances de se conseguir um doador compatível na família são pequenas. Neste caso, pode-se seguir em busca de um doador não aparentado através dos Registro de Doadores, porém o TMO utilizando doadores não aparentados encontra-se em fase experimental nas anemias aplásticas. Existem registros Internacionais de doadores de medula óssea. No Brasil, os registros existentes estão em Curitiba e São Paulo os quais estão, ainda, em fase de organização. O TMO consiste na retirada, mediante aspiração, de pequena parcela de medula do doador. O material é filtrado e transplantado através de injeção intravenosa para o paciente. O paciente, antes de receber a nova medula, receberá um tratamento com drogas e/ou radioterapia, destinado a destruir a medula doente. Ou seja, o transplante da medula óssea é a substituição da medula doente por uma medula sadia.
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Dentre as modalidades de transplante de medula óssea, uma das mais utilizadas é o transplante de medula óssea alogênico (alo = semelhante) quando é utilizada a medula óssea de um doador compatível com o paciente. O outro tipo de transplante de medula óssea que pode ser realizado é o autólogo, usando a própria medula do paciente (auto = próprio). No entanto, as indicações de transplante autólogo e alogênico não são iguais, e em algumas situações apenas o transplante alogênico esta indicado. Porém, o transplante alogênico depende da presença de um doador compatível com o paciente. Em geral, busca-se esse doador primeiramente na família, avaliando principalmente os irmãos. Na ausência, busca-se um doador não-aparentado compatível, através da rede de doadores de medula óssea (REDOME) e unidades de cordão umbilical. No entanto, todo o processo de busca pode ser demorado e isso não é viável em alguns pacientes, que necessitam de transplante urgentemente. Sem contar que nem todos conseguem encontrar um doador não-aparentado na rede. Recentemente, foram desenvolvidas técnicas para realização do transplante de medula óssea haploidêntico. Esse transplante, que ainda está na fase de experimento, ocorre quando a compatibilidade entre doador e paciente é de apenas 50% - e não 100% como se busca normalmente. [laranja]Transplante Haploidênticos
A vantagem do transplante haploidêntico é que ele pode ser realizado mais rapidamente, já que virtualmente 100% das pessoas possuem um doador haploidêntico (em geral a mãe e o pai ou algum dos irmãos), o que facilita muito a busca por um doador.
No entanto, é importante lembrar que a técnica de transplante de medula óssea haploidêntico é diferente de um transplante de medula óssea convencional, havendo uma maior chance de complicações de maior gravidade, como infecções e doença do enxerto-contra-hospedeiro. Além disso, o transplante haploidêntico ainda é realizado hoje em caráter experimental, não sendo considerado procedimento padrão e não sendo indicado para todas as doenças em que se realiza transplante de medula óssea convencional.
Foi realizado no Hospital Israelita Albert Einstein o primeiro transplante de medula óssea haploidêntico. Tratava-se de um paciente com leucemia que havia tentado realizar um transplante de cordão umbilical, mas que resultou em rejeição. Como era uma situação crítica e sem opção terapêutica viável, visto que o paciente não tinha doadores 100% compatíveis na família e não havia tempo de buscar um doador não-aparentado, optou-se por realizar um transplante haploidêntico após o consentimento da família. A mãe foi utilizada como doadora. O transplante decorreu tranquilamente, e não ocorreu rejeição desta vez. O paciente ainda se encontra em acompanhamento clínico, mas tal caso ilustra a possibilidade de se realizar este procedimento.
Informações do Hospital Israelita Albert Einstein[/laranja]
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Ricardo, pai da Duda, a caminho do transplante Haploidêntico[/caption]
No dia 11 de Setembro desse ano a mãe da Duda, Renata Valle Tudela, publicou na sua página do Facebook uma nova esperança. O pai da pequena poderia fazer esse tipo de transplante haploidêntico. E com muita esperança publicou
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