Segundo fisioterapeuta e pesquisadora do feminino e especificidade das mulheres, hormônios e estilo de vida afetam humor das mulheres. Entenda!
Publicado em 27/08/2018 às 23:02 | Categorias: Comportamento, Home
27.08.2018 - Baixa produtividade ocasionada pelo ciclo menstrual, segundo a fisioterapeuta e pesquisadora do feminino e especificidade das mulheres Cris Ferrari, é uma situação real para muitas mulheres.
"Os nossos hormônios sobem e descem todos os meses para que o corpo seja fértil, deixando as emoções à flor da pele. (...) É claro que cada uma de nós reage de uma forma a esse feito por conta da genética e, principalmente, do estilo de vida". Saiba mais no texto escrito pela profissional!
Cris Ferrari
A redação do Mães Amigas teve acesso ao artigo "Influência das fases do ciclo menstrual no desempenho funcional de mulheres jovens e saudáveis", publicado na Scientific Electronic Library Online (SciELO). O texto diz que os hormônios sexuais femininos têm relação com receptores específicos localizados em regiões cerebrais e podem, por isso, influenciar o controle motor. A constatação se deu através da análise do desempenho funcional nas diversas fases do ciclo menstrual de 13 mulheres jovens e saudáveis.
"Para a avaliação do desempenho funcional, foram utilizados três testes funcionais (que analisam o desempenho motor) diferentes: Side Hop Test (SHT), Figure of Eight Hop Test (F8T) e Modified Star Excursion Balance Test (mSEBT), aplicados em três fases do ciclo menstrual (menstrual, ovulatória e lútea). Este estudo estabeleceu diferença significativa para os testes funcionais SHT e F8T entre as fases do ciclo menstrual, com piores resultados para a fase menstrual. O mSEBT não estabeleceu qualquer diferença. Concluiu-se que o desempenho funcional nos testes SHT e F8T foi significativamente pior na fase menstrual, quando comparado à ovulatória e lútea. Estes resultados podem ser considerados para avaliação e prescrição de condutas fisioterapêuticas para mulheres na fase menstrual, já que seu desempenho funcional pode estar comprometido", diz o texto.
Créditos da pesquisa: Aline Tiemi Kami, Camila Borecki Vidigal e Christiane de Souza Guerino Macedo.
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Cris Ferrari
Mãe do Lucas, de 6 anos, graduada em fisioterapia pela PUC Campinas e mestre na mesma área pela Unimep. É também pesquisadora do feminino e especificidades das mulheres, Personal and Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching e produtora de conteúdo.
Costumamos separar mente e corpo físico como se o movimento de um não influenciasse o movimento do outro. Mas somos uma unidade. Estamos integrados! Nossa emoção influencia a forma que respiramos. Nossos músculos se moldam de acordo com a pressão, com a cultura e com os estímulos que recebemos. Com os nossos hormônios não é muito diferente. Invisíveis, eles sobem e descem todos os meses para que o corpo seja fértil, deixando as emoções à flor da pele. E isso não é uma fraqueza. É claro que cada uma de nós reage de uma forma aos efeitos dos hormônios por conta da genética e, principalmente, do estilo de vida. Logo, não vale acreditar que é somente esse festival de hormônios que dita o nosso humor: a maneira como vivemos também! E mais, talvez seja exatamente a maneira como vivemos a vida que esteja influenciando tanto a nossa percepção sobre o nosso ciclo. Está aí a importância de cada uma observar a si mesma e descobrir o seu próprio corpo.