E veja um passo a passo de como fazer um fantoche junto com ele usando materiais simples e baratos
Publicado em 31/10/2013 às 10:30 | Categorias: Comportamento, Por idade, 0 a 2 anos, 2 a 5 anos, 5 a 10 anos, Home, Brincadeiras31.10.013 - Há dois anos me joguei nessa nova experiência de fazer oficinas com as crianças, eu continuo em processo de aprendizado, mas já posso querer defender algumas causas a partir disso. Nesta coluna, quero dividir algumas dessas inquietudes, além, é claro, de compartilhar os nossos tutoriais de oficinas fáceis e baratas, feitos com o maior carinho para as Mães Amigas.
Em algumas de nossas oficinas, os pais são convidados a participar da atividade com as crianças e isso geralmente só tem bons frutos, pois integra e fortalece a relação de pai e filho. Porém, algumas vezes, escuto coisas como: “Filho, mas o sol não é azul, é amarelo” ou “Mas isso tá horrível, essa perna está maior que a outra”. Em outras situações, os pais acabam assumindo a atividade frente à equivocada percepção de incapacidade dos filhos, “Então dá aqui, deixa que a mamãe faz, você não sabe fazer...”. Quando isso acontece, a reação da criança é notável e triste, elas geralmente param a atividade, ficam frustradas ou até mesmo choram. Isso aperta o meu coração..."O sol não é azul, é amarelo."
É através do julgamento do bonito ou feio, certo ou errado, que os pais se munem de argumentos para criticar os desenhos, objetos e esculturas feitos pelas crianças. Pintar o céu de amarelo, fazer um elefante rosa, fazer um homem com três pernas, fazem parte do processo de desenvolvimento, da imaginação, da descoberta e dos simbolismos da criança, e a repressão e o julgamento dos pais neste momento só contribui para desencorajar o pensamento criativo. Este poema, feito pelo pedagogo e educador Loris Malaguzzi, ilustra bem o que estou tentando dizer. Então, o meu convite para a atividade de hoje é que você reflita se está incentivando que a sua criança continue com os 100 modos de pensar, de falar etc. Boa diversão e até a próxima!Essa interferência pode parecer benéfica e educativa aos olhos dos pais, mas é claramente negativa e limitante.
