Conjuntivite aumenta com o clima seco

Ela pode ser alérgica, viral ou bacteriana. Atenção as crianças!

Publicado em 21/05/2013 às 11:30 | Categorias: , , , , , , , ,

21.05.2013

  Conjuntivite é toda a inflamação da mucosa conjuntiva (membrana que recobre a parte branca do olho), caracterizada por vermelhidão, edema (inchaço) e saída de secreção do olho (exsudação). Pode ou não ter comprometimento da córnea (ceratoconjuntivite). Os principais fatores de risco relacionados ao aparecimento de conjuntivite são trauma, infecções virais e bacterianas e o uso de lente de contato. As conjuntivites podem ser: - Hiperaguda: início e término em 24 horas - Agudas: início em horas e dias e duram até 3 semanas - Crônicas: duram mais do que 3 semanas Os vírus são os principais causadores de conjuntivites em crianças – conjuntivite viral. Trata-se de um processo autolimitado que, geralmente, acompanha alguma infecção de vias aéreas superiores. Cursa com vermelhidão importante nos olhos, com saída de secreção clara (acúmulo durante a noite) e dilatação dos vasos sanguíneos da conjuntiva. O processo dura de 3 a 7 dias. Não é necessário, na maioria das vezes, nenhum tratamento específico. A conjuntivite bacteriana, apesar de menos comum, é mais séria. Mesmo assim, é um processo autolimitado, tem cura espontânea em até 3 semanas e, além da vermelhidão ocular, há saída de secreção mais espessa amarela e esverdeada. Algumas vezes, pode ser necessário o uso de antibiótico tópico, sempre sob orientação médica, que pode reduzir a duração do quadro – especialmente quando o processo se estende por mais do que três semanas. As conjuntivites alérgicas são comuns em crianças e adolescentes com outras doenças alérgicas. É comum associar-se ao quadro de rinite alérgica - rinoconjuntivite. Os fatores desencadeantes ou de piora do quadro são os mesmos para as outras doenças alérgicas – poeira (ácaros), fungos, poluição, animais de estimação e produtos químicos. Quando há piora do quadro alérgico, o olho também tende a piorar, o inverso também acontece. O tratamento é afastar as causas que desencadeiam o processo (controle ambiental) e podem ser necessários medicamentos antialérgicos de uso local (colírios) ou por via oral, sempre sob orientação médica. Processos que não melhoram com o passar dos dias, persistem com dor intensa, saída de secreção abundante, prejuízo da visão, aparecimento de lesões oculares (embaçamento, membranas etc.) precisam ser avaliados com atenção. Procure sempre o seu médico.