“Essa é a história que eu contarei aos meus netos e bisnetos no futuro, para que eles nunca desistam de seus sonhos e sempre apoiem a mulher de suas vidas!"
Publicado em 06/08/2019 às 16:00 | Categorias: Sem categoria, Home, Sou Pai Amigo
09.08.2018 - Eu e a Luciana estamos juntos há 11 anos – 7 deles casados – e sempre tivemos em comum o sonho de ter filhos. Quando nos casamos, em 2011, resolvemos esperar alguns anos para iniciarmos as tentativas de gravidez. Nessa época, a minha esposa tinha 29 anos. Quando ela chegou aos 31, decidimos que estava na hora de realizar o nosso sonho de maternidade e paternidade, mas nada foi tão simples...
"Cansamos de esperar. Decidimos iniciar o tratamento de inseminação in vitro"
Cansamos de esperar. Decidimos iniciar o tratamento de inseminação in vitro, que é muito agressivo. A minha esposa teve que se submeter a doses diárias de hormônios sendo injetadas em seu corpo. Eu me responsabilizei por aplicar cada injeção em sua barriga enquanto via todas as alterações de seu corpo e lidava com as oscilações constantes de humor, porque aquele sonho era NOSSO!
A sucção dos óvulos foi um sucesso! 19 células foram extraídas - um recorde para a clínica. Ao final do processo, carreguei a Luciana no colo para voltarmos à nossa casa, pois a dor que ela sentia no abdômen era muito grande! Apesar disso, com 12 embriões de qualidades superiores, estávamos felizes, pois a implantação tinha tudo para ser um sucesso!
No início de 2015, implantamos 2 embriões. A minha esposa ficou em repouso absoluto por 3 dias, sendo inclusive alimentada na cama, para que não tivesse que se levantar. Passado o período de repouso, nós tivemos que esperar 15 longos dias para fazer o exame de sangue e ver o nosso sonhado positivo...
E ele VEIO! Vibramos, choramos e agradecemos muito a Deus! Passados 5 dias, no entanto, a Luciana foi ao banheiro e viu um sangramento intenso. Ligamos para o médico e ele nos disse que a minha esposa precisava fazer repouso e aplicar hormônios. Mas o sangramento só aumentava!
Lucio Almeida Cordeiro Pai do Tomas, de 3 meses
♥ "Essa é a história que eu contarei aos meus netos e bisnetos no futuro, para que eles nunca desistam de seus sonhos e sempre apoiem a mulher de suas vidas!"
[placamadeira]1ª tentativa[/placamadeira]
Em 2013, fomos ao médico e a Luciana parou o uso do anticoncepcional. Ficamos nas investidas frustradas durante um ano! Todo mês era uma angústia, porque a menstruação da minha esposa atrasava e nós nos empolgávamos, esperançosos dela estar grávida. Mas passavam alguns dias e a menstruação descia! Isso nos fazia chorar muito. Quando o ginecologista obstetra que nos auxiliava nesse processo disse que os exames solicitados por ele não apontavam nenhum problema comigo ou com a Luciana, decidimos procurar ajuda especializada. Então, em 2014, fomos a inúmeros especialistas em reprodução humana. Fizemos exames diversos e todos traziam o mesmo diagnóstico: não havia problema algum com a saúde do casal.[placamadeira]2ª tentativa[/placamadeira]
"Cansamos de esperar. Decidimos iniciar o tratamento de inseminação in vitro"
Cansamos de esperar. Decidimos iniciar o tratamento de inseminação in vitro, que é muito agressivo. A minha esposa teve que se submeter a doses diárias de hormônios sendo injetadas em seu corpo. Eu me responsabilizei por aplicar cada injeção em sua barriga enquanto via todas as alterações de seu corpo e lidava com as oscilações constantes de humor, porque aquele sonho era NOSSO!
A sucção dos óvulos foi um sucesso! 19 células foram extraídas - um recorde para a clínica. Ao final do processo, carreguei a Luciana no colo para voltarmos à nossa casa, pois a dor que ela sentia no abdômen era muito grande! Apesar disso, com 12 embriões de qualidades superiores, estávamos felizes, pois a implantação tinha tudo para ser um sucesso!
No início de 2015, implantamos 2 embriões. A minha esposa ficou em repouso absoluto por 3 dias, sendo inclusive alimentada na cama, para que não tivesse que se levantar. Passado o período de repouso, nós tivemos que esperar 15 longos dias para fazer o exame de sangue e ver o nosso sonhado positivo...
E ele VEIO! Vibramos, choramos e agradecemos muito a Deus! Passados 5 dias, no entanto, a Luciana foi ao banheiro e viu um sangramento intenso. Ligamos para o médico e ele nos disse que a minha esposa precisava fazer repouso e aplicar hormônios. Mas o sangramento só aumentava!
"Quando o médico nos pediu para repetir o exame de sangue,
nosso mundo caiu.
Não estávamos mais 'grávidos'"
Quando o médico nos pediu para repetir o exame de sangue, nosso mundo caiu. Não estávamos mais 'grávidos'. A gestação não evoluiu. Choramos muito! Eu tentava ser forte, queria ajudar a minha mulher a não desmoronar. Nisso, decidimos que tentaríamos de novo, afinal, nós tínhamos mais 10 embriões.[placamadeira]3ª tentativa[/placamadeira]
E assim foi: em janeiro de 2016, fizemos mais uma vez uma implantação de 2 embriões... A Luciana fez mais 10 dias de repouso. Nesse tempo, eu não conseguia deixá-la nem levantar sozinha para ir ao banheiro! Lhe entregava comida na cama, rezava e fazia promessas para que dessa vez desse certo! Mas no dia do exame de sangue, nós desmoronamos mais uma vez... minha esposa não havia nem engravidado![placamadeira]4ª tentativa[/placamadeira]
"Se Deus achasse melhor que nós não gerássemos,
iríamos transferir todo o nosso amor
para uma criança que não tivesse recebido esse afeto"
Eu senti que não aguentava mais tanto sofrimento e quis parar as tentativas naquele momento. Passados alguns meses, decidimos entrar na fila de adoção. Eu sabia que queria ser pai e a minha esposa queria ser mãe. Se Deus achasse melhor que nós não gerássemos, iríamos transferir todo o nosso amor para uma criança que não tivesse recebido esse afeto. E assim fomos! Eu juntei todos os documentos e dei entrada no processo. Partimos para as entrevistas, visitas domiciliares e tudo mais. O processo é muito demorado, mas nós estávamos dispostos a tudo para entrarmos na bendita fila! Um dia, nesse meio tempo, a menstruação da Luciana atrasou, mas isso sempre acontecia! Nós nem ligamos. Passados 20 dias, porém, minha esposa começou a sentir mal estares. Pensamos 'será'? Realmente não acreditávamos que aquilo seria possível! Ela fez um exame, afinal, se não estivesse grávida, podia estar doente..."E o resultado foi POSITIVO!
A Luciana estava grávida naturalmente,
sem tratamentos.
Era um milagre!"
E o resultado foi POSITIVO! A Luciana estava grávida naturalmente, sem tratamentos. Era um milagre! Choramos de alegria durante uma noite inteira. No primeiro ultrassom, porém, tomamos um susto: a Lu estava com descolamento da placenta. Os médicos aconselharam repouso absoluto. Assim foi até que, às 4 da manhã do dia 23 de agosto de 2016, com 11 semanas de gestação, a Luciana começou a sentir-se mal de madrugada. Resolvemos ir para a maternidade. Antes disso, minha esposa foi ao banheiro. Estava sangrando. Eu arrumei tudo e me lembro que disse 'vamos, amor, salvar o nosso filho!', mas a Luciana sentia muita dor."(...) ela deu um grito de dor
e o nosso bebê desceu por entre as suas pernas.
Nós gritávamos e chorávamos juntos!
A médica nos orientou a dar descarga"
E ali, sentada na privada, enquanto eu estava agachado, segurando as suas mãos, ela deu um grito de dor e o nosso bebê desceu por entre as suas pernas. Nós gritávamos e chorávamos juntos! Eu liguei para a médica e ela nos orientou a dar descarga e ir para a maternidade. Fomos os dois chorando muito pelo caminho. A Luciana passou por um processo de curetagem, perdeu muito sangue e teve que ficar em observação na maternidade por 2 dias. Estávamos de luto! Com tudo o que aconteceu, resolvemos procurar outro médico. Encontramos um excelente profissional, que ouviu toda a nossa historia e pediu exames que nós nunca tínhamos feito. Então, nós descobrimos o verdadeiro problema. A minha esposa tem um anticorpo raro, que se chama Natural Killer - o famoso NK. Ele simplesmente mata todos os embriões que chegam ao seu útero, pois, num processo de auto-defesa, elimina tudo o que detecta como risco potencial à saúde dela... mas, na verdade, mata os nossos bebês. Ela também tem trombofilia, o que a impedia de levar uma gestação adiante.[placamadeira]5ª tentativa[/placamadeira]
Depois de todas essas descobertas, pedi para tentarmos pela última vez, porque eu sabia que não aguentaria mais tanta dor e sofrimento. E assim fomos. Iniciado o tratamento, foram 5 meses de vacinas para conter o NK e 286 injeções na barriga, para que a gestação se desenvolvesse perfeitamente.
Em procedimento de vacinação para conter o NK (Foto: Arquivo pessoal/Lucio Cordeiro)
[placamadeira]Bebê 'arco-íris'[/placamadeira]
Nós conseguimos! O Tomas, nosso bebê, veio ao mundo no dia 26/04/2018. Depois de tudo o que nós passamos, domingo será o meu primeiro Dia dos Pais com o meu filho no colo!
