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A quarentena para mim foi difícil, para não dizer que foi F...! Miguel nasceu de parto normal com episiotomia, portanto, eu tive que dar alguns pontinhos ali embaixo. Não que doía, mas eu tinha muita aflição. E eu sangrava. Sangrei por exatos 40 dias em uma intensidade que iniciou de forma moderada até ir diminuindo. Fazer o número 2 levou um bom tempo, já que a sensação que eu tinha era de que todos os pontos iriam estourar.
Um peitão no quarto dia que parecia uma bola de basquete. Não posso reclamar, pois estava feliz em produzir o tanto de leite que produzi. Mas era muito, tanto que tive mastite, lembram do meu relato? (se não, clique aqui)
A verdade verdadeira é que eu me sentia a verdadeira vaca leiteira. Meu peito jorrava leite, sem brincadeira. Tanto que Miguel engasgava nas horas de mamar, e eu aprendi no Banco de Leite que deveria tirar o excesso, e com isso consegui doar 10 vidros de leite materno.
O Miguel era lindo, mas é claro que existe uma fase de adaptação. Para mim o tal amor incondicional veio com o tempo, com a nossa convivência diária. E como todo bebê ele acordava o tempo inteiro para mamar. Então uma mãe, que nunca foi mãe, sente o cansaço inicial logo de cara. Eu me sentia um bagaço.
Marido tirou 30 dias de férias, o que foi uma delícia, mas quando ele teve que retornar ao trabalho, e eu me vi sozinha nas rotinas diárias de um recém nascido, confesso que muitas vezes chorei.
Chorei porque me sentia cansada. Chorei porque não conseguia tomar um banho tranquilo. Eu entrava no box e o leite jorrava, o corte precisava ser lavado e a mastite cuidada. Chorei porque me sentia feia, acabada e sem vontade para trocar o pijama. Chorei porque não queria mais receber algumas visitas, eu queria era dormir no meu tempo livre, e não ficar fazendo sala. Chorei porque me vi desconfiando do meu marido, uma vez que eu sabia que ainda estava longe a nossa retomada de marido e mulher. Transar? Mas neeeem passava pela minha cabeça! Ahahahhaha
Não sei com vocês, mas a minha quarentena foi péssima! Mas não é dela que vou falar hoje. Resolvi escrever sobre como podemos, além de mãe, esposa e profissional, voltar a ser mulheres novamente, principalmente por nós mesmas, e não pelos outros.
Vou colocar uma reflexão. Feche os olhos e se lembre de algum momento super divertido com suas amigas. Provavelmente em algum momento, foi lá que você conheceu seu marido. Ele olhou para você e enxergou um brilho nos olhos novo: Você era a mulher mais linda daquele lugar.
Daí vocês namoraram, viveram a fase da paixão intensa e ardente, casaram e tiveram filhos.....
E porque não voltar ao tempo e viver momentos para você, por você? Não digo que precisa sair necessariamente, mas ter o seu momento de mulher. Um momento seu e de mais ninguém!